Manifesto Plenamente

Há alguns anos, me vi pronto para desistir da vida. Estava formado, empregado, prestes a me tornar pai, mas por dentro algo me corroía. Sentia-me mal ao acordar, preferia continuar dormindo para sempre. Não tinha vontade de sair, não conseguia desenvolver um bom trabalho, sentia-me incapaz e frustrado, como se tivesse feito escolhas erradas e simplesmente jogado fora um terço da minha vida.
Perdi o emprego, minhas relações iam mal e, no meio disso tudo, eu me tornaria pai. Sentia um vazio, uma dor que me reduzia a nada, lentamente, mas de forma cruel. Senti-me perdido, um miserável. Decidi que ou acabava com aquilo, ou aquilo acabaria comigo.

Durante muito tempo, participei ativamente de movimentos juvenis da Igreja Católica, especialmente junto aos franciscanos do Rio Grande do Sul. Era nesse espaço que eu me sentia vivo. Entre a faculdade e a coordenação de projetos com juventudes, a faculdade sempre ficava em segundo plano. Era algo que me exauria, enquanto a espiritualidade a perfeita alegria de Francisco de Assis me movia para frente.
Quando entrei de vez no mundo adulto, larguei aquilo que me colocava em movimento. Passei a apenas me arrastar pelos dias. Fui arrastado pela falta de sentido. Quando cheguei ao ápice da dor, em poucos momentos de lucidez, entendi que não podia permitir continuar vivendo daquele jeito. Tomei uma decisão: fui buscar o que faltava. Embora, primeiro, eu precisasse descobrir o que era.

Foi uma intensa busca por respostas, até que entendi que, na verdade, não me faltava nada. Ao contrário: o excesso de coisas desnecessárias abafava quem eu realmente era. Não precisava colocar mais nada, mas sim tirar o que eu carregava inutilmente aquilo que fazia da minha existência algo pesado. Aos poucos, a leveza de ser quem eu sou de verdade, a reconexão com a minha natureza e o fato de ser apresentado, finalmente, a mim mesmo, me deram o sentido que eu tanto buscava.
Foi uma jornada. Um caminho ao encontro da única pessoa que me basta.

Entendi que não posso e não preciso mudar quem eu fui, porque tudo isso faz parte de mim, da minha história. Somos, sim, feitos como uma colcha de retalhos e as peças não precisam se encaixar perfeitamente como em um quebra-cabeça, mas como em um mosaico, onde juntamos os caquinhos e formamos a nossa imagem de ser e viver no mundo, buscando estar alinhados à fonte de vida.

Afinal, somos apenas corpo, matéria perecível animados por uma força absurda que quer se manifestar por meio de nós. Somos instrumentos de algo muito maior. E nosso maior esforço deve ser o de, a todo custo, não atrapalhar a natureza. Apenas ser.
Viver plenamente, para mim, significa muito!

A vida plena é como a água, que se deixa levar pela correnteza, desviando dos obstáculos, certa de que está indo na direção correta, mesmo sem saber qual é o destino final. É como uma planta que apenas germina, cresce e multiplica suas sementes, sem saber exatamente qual fruto vai produzir.
Viver plenamente é um estado de ser onde estamos completos, onde somos o próprio Deus.

Hoje, sou feliz porque apenas sou. Não permito mais que as cobranças do passado nem as preocupações com o futuro me roubem a paz que só existe no presente. Viver plenamente é viver em um estado de pura graça. De extrema comunhão com a nossa essência.

E a nossa essência é, simplesmente, Deus.

Se algo aqui tocou algo em você, isso não é por acaso.
Estamos todos em jornada, alguns perdidos, outros despertando, outros reencontrando a si mesmos.
Se você sente que é hora de dar um passo a mais na direção da sua essência, do seu propósito, da sua verdade, estou aqui para caminhar contigo.

Abaixo, você encontra formas de seguir nessa caminhada:

🔸 Acompanhamento individual
Para quem deseja um olhar mais profundo, pessoal e transformador.

🔸 Palestras e workshops
Para grupos, equipes ou comunidades que querem despertar o potencial humano com propósito e sentido.

🔸 Materiais gratuitos
Para quem quer começar leve, mas com profundidade, refletindo e se reconectando com a própria vida.

Escolha o caminho que mais ressoa com você agora. O importante é não parar.
A vida quer viver através de você. Vamos juntos?